Foi a enterrar na semana passada Luis Romano, para muitos, um dos maiores escritores caboverdianos do século XX. Ficam alguns excertos de uma entrevista de Antonino Condorelli ao Luis Romano.
Sobre a sua maior obra, Famintos:
Famintos foi dos mais potentes gritos denunciando o desmando da ditadura estabelecida entre nós. Desde então fiquei escrevendo outros temas que se ligavam ao sofrimento de caboverdianos flagelados pelas secas, despotismo e “reinol” no nosso arquipélago.
A sua visão do futuro de Cabo Verde:
Minha visão de Cabo Verde estaca-se numa patriótica e renovadora panorâmica de pão e progresso, em cada filho não terá mais necessidade de abandonar sua terra natal, em troca dum emprego eventual no estrangeiro.
Mais sobre a sua visão de Cabo Verde pós-independência:
Como testemunha pessoal dos pavores que presenciei em Cabo Verde até 1948, hoje sinto-me recompensado por saber minha terra caminhando para melhor em varios sentidos, especialmente ao saber que a Universidade Caboverdiana está sendo uma realidade.
Leia a entrevista na totalidade
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Não sei o que pensarão deste homem uns quantos anti-Cabral que temos por aí.
O primeiro excerto é mais que óbvio da motivação que reinaria na época a um sem número de Cabo-verdianos minimamente sensível com a sua realidade envolvente.