A renovação do empenho de todos no cultivo, fortalecimento e preservação dos direitos humanos fundamentais e das liberdades públicas faz-se hoje, pois a contínua violação dos direitos humanos por Estados e grupos armados em todo o mundo é intolerável.
Assim como são os abusos contra mulheres, crianças, refugiados, trabalhadores, gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros, entre outros, que estão bem presentes em todos os cantos do planeta. A violência doméstica ainda é prática comum em Cabo Verde, sintoma de uma sociedade atrasada, indiferente à agressão física, psicológica e verbal. Preocupado com esse cenário, subscrevo a Carta de Princípios da Rede Laço Branco de Cabo Verde – Homens Contra a Violência de Género:
Quem somos?
O Laço Branco Cabo Verde é uma Rede fundada no dia 10 Julho de 2009, por um grupo de homens das mais variadas áreas de formação e de actuação. Caracteriza-se pelo forte engajamento na promoção da igualdade de género, pelo fomento de alianças com outras instituições/organizações da sociedade civil que se posicionam a favor dos direitos humanos e contra a desigualdade de género e a todas suas manifestações, especialmente contra a Violência Baseada no Género (VBG).
Porque surgimos?
Na sociedade cabo-verdiana prevalecem preconceitos e estereótipos sexistas bastante enraizados e uma das faces mais visíveis destas representações são os altos índices de violência contra a mulher, que têm como efeito a deterioração de relações nos espaços privados e públicos.
E porque os homens são ao mesmo tempo parte do problema e da solução, pretendemos, confrontá-los com atitudes, normas sociais e comportamentos discriminatórios em relação aos papéis de género e de violência contra as mulheres, queremos nos e os comprometer nesta luta de identificação e eliminação das práticas sociais injustas em função do género e pôr fim a todos os tipos de violência contra a mulher.
Em que acreditamos?
Que ser homem NÃO É:
- Ter muitas parceiras;
- Usar violência contra outros;
- Aguentar a dor;
- Procriar um grande número de filhos e filhas;
- Exercer o poder sobre outrem;
- Ser heterossexual.
Que ser homem É:
- Saber construir relações baseadas no respeito e igualdade;
- Não tolerar qualquer tipo de violência;
- Ter coragem de pedir ajuda;
- Saber partilhar decisões e poder;
- Saber respeitar a diversidade e os direitos de todas e todos.
O que queremos?
- Difundir e multiplicar a mensagem do Laço Branco Cabo Verde;
- Promover a igualdade e a equidade do género;
- Combater todas as manifestações de violência, nomeadamente a VBG;
- Promover e estimular a assumpção plena dos direitos e deveres próprios da paternidade;
- Apoiar as políticas e iniciativas que fomentem a equidade de género na família, na saúde, na justiça, na educação, na política, na economia e na comunicação social.
Para tal, a rede tem o intuito de sensibilizar, envolver e engajar os homens em Cabo Verde e a sociedade civil em geral no combate à Violência Baseada no Género e a todas as formas de desequilíbrio de género, assim como na desconstrução de visões distorcida de masculinidade.
Quais os princípios dos quais não abdicamos?
- Da visibilidade no combate à violência contra a mulher;
- Da denúncia e combate a todos os actos de omissão, infracção, comportamento discriminatório, nomeadamente, machismo/sexismo, de exclusão social, homofobia, racismo ou qualquer outro tipo de comportamentos contra mulheres, homossexuais, bissexuais, transexuais e de violação dos direitos resultantes da desigualdade de género;
- Da aliança com as mulheres para alcançar a equidade de género e conquistar direitos, saúde e bem-estar das mulheres e meninas;
- Da assumpção e partilha das responsabilidades que a constituição da família implicam, nomeadamente o cuidado das crianças ou dependentes e as tarefas domésticas
- De praticar uma nova masculinidade que respeita a diversidade sexual e os direitos reprodutivos de mulheres e homens;
- De nos responsabilizar pelo nosso bem-estar, pela nossa saúde, planeamento familiar e por uma prática sexual responsável;
- Da identificação e da denúncia das necessidades específicas e experiências de homens e meninos que não são tomadas em conta pelas políticas públicas e práticas profissionais em todas as áreas;
- Da transparência, honestidade, justiça e ética em todas as nossas acções;
- Da colaboração e diálogo com todo o tipo de instituições.
Contactos:
- Email: lasubranku_cv@yahoogrupos.com.br
- Endereço postal: Rua Serpa Pinto Nº 68, C.P 253
- Telefone: 2616271 | 2615174
Hoje, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 61 anos.
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os homens que integram o Laço Branco C abo V erde devem dar exemplos e não bons concelhos. Entre ele há um que não segurou o c asamento por muito tempo… Mas com o que interessa é parecer….
os homens que integram o Laço Branco não precisam estar necessariamente casados para fazer parte desta luta…!!!precisam acreditar que podem de alguma forma contribuir, como parte do problema e da solução da temática violência de género.
Estou de acordo com Ivan Santos. Muitas vezes o divórcio tem na origem violência moral de género.
O homem que se divorcia pode ter sido um potencial violador de genéro.