Hans Rosling, fantástico professor de Saúde Internacional sueco, era um jovem estudante, num programa de mobilidade, na Índia quando percebeu que a Ásia tinha todas as capacidades para recuperar o seu lugar de força dominante na economia mundial. No TEDIndia, ele explica os gráficos de crescimento da economia mundial, desde 1858, e prevê a data exata em que a Índia e a China irão superar os EUA.
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A população em número ridículamente superior a qualquer grande potência mundial, com índices de qualidade de vida a melhorarem (apesar de a um ritmo aparentemente mais lento que o desejado) e mão-de-obra local a custos praticamente nulos (comparadas às das economias ocidentais) a consagração da China e a Índia como as novas maiores forças mundiais é praticamente uma inevitabilidade!
Para mim, a curiosidade é saber se o regime comunista chinês implodirá, pois o número de bilionários na China cresceu de 101 para 130 durante o ano passado. O lifestyle desses indivíduos, que possuem mais de 1 mil milhão de dólares, cujos hobbies favoritos são golfe, viagens e natação, e que preferem destinos como Estados Unidos, França e Austrália para férias, estão bem longe do ideal preconizado por Karl Marx e Fredrick Engels!
Não será despiciendo adicionar os perigos da explosão demográfica aos dados meramente economicistas e à certeza de que, como em todas as economias emergentes, a multiplicação de super-milionários improdutivos normalmente só se consegue com a exploração da força de trabalho o que pode levar a convulsões sociais de consequências imprevisiveis…Enriquecer é bom mas, melhor aínda, é saber como distribuír essa riqueza!