Amílcar Tavares

Urgente: Gestão dos recursos humanos

by Amílcar Tavares on 25/11/2009

O sucesso económico de Cabo Verde está em ganhar e manter a vantagem competitiva em tudo o que faz em relação aos concorrentes directos nos mercados e para lá chegar, é preciso capitalizar a gestão de recursos humanos. Apesar da retórica oficial reconhecer a importância crescente dos recursos humanos, não há, nunca houve, uma estratégia nesse campo.

O exemplo dos TACV é liminar nesse aspecto. O máximo que o departamento de marketing dessa empresa pública consegue fazer é isto:

TACV Spessial Passagero

TACV - Cabo Verde Airlines - Balcão de vendas na Casa do Cidadão

Obviamente, a equipa que é paga com o dinheiro público para analisar, planear, implementar e controlar os programas que levem a empresa a atingir os objectivos no mercado, não percebem rigorosamente nada do assunto. Nem de marketing, nem de design e muito menos do Microsoft Office Word. Certamente, essa cadeia de não-perceber-nada-do-assunto trepa o organigrama dos TACV e, sem sombra para dúvidas, é por isso que a empresa está como está.

Obviamente, o que se passa nos TACV não é um caso isolado. Casos semelhantes são transversais a todos os serviços do Estado. Claro está, nem José Maria Neves nem Carlos Veiga abordarão responsavelmente a questão porque tal significará despedimentos e isso, em campanha eleitoral, é assunto tabu. E também dá muito trabalho separar o joio do trigo promovendo cursos de formação profissional específicos e a reafectação de pessoal.

Claramente, a utilização responsável do dinheiro dos cidadãos tem que levar os eleitos a acertarem as agulhas, encarando de frente a gestão dos recursos humanos. Isso é óbvio: com a quantidade de licenciados que as (demasiadas) universidades andam a produzir, o barril de pólvora está para explodir.

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{ 15 comments… read them below or add one }

1 Vavá 25/11/2009 at 17:44

Juventudi,

nho di manso, nem apelido :)

“O exemplo dos TACV é liminar nesse aspecto. O máximo que o departamento de marketing dessa empresa pública consegue fazer é isto:..”
Ma sta dreto, mais não do que “chamar os bois pelos nomes”

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2 Amílcar Tavares 26/11/2009 at 17:36

Ou “agarrar o touro pelos cornos” :)

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3 Nivaldo Vicente 25/11/2009 at 19:26

AMADOR…não há outra expressão! Já tinha visto uns exemplares bem maus daquilo que se tem feito por esses lados (vejam o site por ex.), mas este em particular é realmente mau!! Coisas como essas faziamos nós no secundário, sem exageros nem malícia…Fazem ideia qual o Capital Social dos TACV?? Ridículo!

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4 Amílcar Tavares 26/11/2009 at 17:32

Vergonha é a palavra que me ocorre e revoltante é a atitude passiva com que os cabo-verdianos aceitam este festival deprimente de incompetência – ao contrário da pateta indignação à volta de uma pobre brasileira que, “ousou”, opinar sobre Cabo Verde – pois é o dinheiro dos contribuintes, dos emigrantes e da ajuda externa que tem sido deitado nessas fogueiras que existem na Administração Pública.

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5 mrvadaz 25/11/2009 at 21:20

É por isso que digo sempre, somos bastantes amadores para estar a dar exemplos. Não sei quando mas eu acredito que um dia haverá um caboverdeano com a coragem pôr ” cada coisa no seu lugar e um lugar para cada coisa” não digo mais nada.

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6 Amílcar Tavares 26/11/2009 at 17:26

Pois é, MrVadaz. Cada vez mais precisamos de Estadistas ao invés de políticos!

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7 Etelvino 26/11/2009 at 03:05

Amilcar,
Ainda não mandou para o nosso ministro da cultura linguística esse cartão publicitário? Não. Ka nho manda-l el pamodi el ta panha sugundu dirame serebral. Mas pa nha kolesãu, faça-me o favor de muuuuuuuu enviar!?
-Mundu e duedu! Et.
PS: Pode ser até marketing, pa nu tra eru nu ten ki le-l… te intendi!

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8 Amílcar Tavares 26/11/2009 at 17:23

E nem o irei fazer, pois não se brinca com coisas sérias. :)

Mais a sério, espero que esteja bem de saúde e completamente reestabelecido.

Já te enviei o “marketing” dos TACV para o teu e-mail.

Um abraço.

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9 João Carlos Silva 27/11/2009 at 22:55

Queria aqui deixar expresso que muitos passageiros frequentes viajam em serviço, sendo o custo de passagens suportado obviamente pelo Orçamento do Estado. Entendo que as facilidades que tais passageiros frequentes (que não compraram pasagens dos seus bolsos) têm direito, deveriam ser canalizadas para o Estado.

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10 João Carlos Silva 27/11/2009 at 22:58

È moral haver passageiros frequentes que viajam com bilhetes pagos pelo Estado?

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11 Jorge Carlos Dias 27/11/2009 at 23:06

Senhor João Carlos

A sua preocupação é legitima e a solução passa por consagrar na legislação cabo-v erdiana a seguinte norma que existe na Assembleia da República de Portugal: ” Utilização de programas de fidelização de companhias aéreas. Nas deslocações oficiais ao estrangeiro não é permitido o uso, pelos deputados e funcionários, em seu benefício ou de terceiros, de programas de fidelização de acumulação de pontos e ou milhas de quaisquer companhias de aviação.”

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12 Benvindo Taninho 29/11/2009 at 16:18

Olà Amìlcar,
Antes de mais, parabéns pelo teu Blog que acho sinceramente bem concebido. È a segundaa vez que o visito, pois conheci-o através de um outro Blog duma patrìcia nossa. Considero-o como uma bela contribuição para aumentar a democracia no nosso paìs.
Bem, à propòsito dos TACV infelizmente penso que não é sò uma empresa de amadores, mas também um “nò gòrdio” que perdura para o nosso paìs, e que urge resolver para o bem de todos.
Eu não sei se devemos começar por pegar o “touro pelos cornos” ou pelo rabo, o que importa é derrubà-lo por mais “brabu” que ele seja!! E pelo rabo tem de se tomar cuidado com coices…! A incompetência e a falta de humanização, desta empresa, para com os clientes é flagrante.
Deixei de ir para Cabo Verde nesta companhia por causa de inùmeras insatisfações, e muitos dos nossos compatriotas abdicaram hà muito tempo de viajarem nos TACV. Todos estes inconvenientes tem o seu peso financeiro negativo.
Eu vivo em Paris, e a cada vez que cruzo com um compatriota nosso a primeira queixa que ele faz é dos TACV, em seguida vem a Embaixada de Cabo Verde (outro problema, jà clàssico).
Acho que Cabo Verde teria muito a ganhar se investisse na formação e professionalismo dos funcionàrios desta empresa, e de fazer uma revisão profunda no marketing e estratégia comercial digno de uma companhia aérea neste século que se anuncia jà difìcil.
Com a concorrência feroz das outras companhias aéreas que se avista no horizonte, é possìvel que os TACV, não digo que fecharà as portas como Air Afrique, mas enfrentarà problemas mais grave do que tem actualmente. Um abraço.

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13 Amílcar Tavares 30/11/2009 at 17:41

Esta, aliás, é uma incúria transversal a todos os Executivos que já tivemos. Nenhum deles conseguiu gerir bem aquilo que é nosso. Nenhum deles mostrou competência. Isto é uma vergonha!

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14 Decio Brito 30/11/2009 at 18:48

A incompetencia dos TACv comeca no C.Admin da empresa. Mica a unica coisa que precisas para trabalhar nos TACV e um bom padrinho.
A GRH e uma utopia para esta empresa, no entanto a mesma ja gastou milhares com consultores de RH que foram para la dividir o dinheiro com alguem. Obviamente foram pagos a peso de ouro.

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15 Amílcar Tavares 01/12/2009 at 23:29

Com essa, está tudo dito, caro Decio!

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