Os países nórdicos continuam a ter a menor taxa de desigualdade entre homens e mulheres, diz o Global Gender Gap Index 2009, índice compilado pelo World Economic Forum e publicado ontem. O caso cabo-verdiano, porém, não foi objecto de estudo.
O relatório mede a participação de homens e mulheres na sociedade de acordo com quatro critérios básicos: diferenças salariais e participação no mercado de trabalho, acesso à educação e nível de formação educacional, acesso à saúde e queda de índices de mortalidade, e por fim, participação política e posição em cargos de poder político.
A África do Sul e o Lesoto deram grandes passos em termos de redução das disparidades de género, passando a estar entre o top 10, sexto e décimo lugares, respectivamente. O acesso das mulheres a cargos parlamentares e ministeriais no novo governo também contribuiu para reduzir as diferenças de género na África do Sul.
O relatório mostra que uma participação igualitária das mulheres em relação aos homens em todos os aspectos da vida é essencial para criar uma economia competitiva e próspera.
Créditos da foto: Neil-Parker. Usada sob licença Creative Commons 3.0.
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Amilcar,
como podes ver, a participação politica e em cargos dirigentes, aparece como dos ultimos critérios. Em Cabo Verde invertemos os critérios, como forma de uma "maior representatividade" (assim dizem os discursos) e na verdade o que se vê é uma ausência de posicionamentos políticos em relação à VBG, assedio sexual, e outras medidas que visem encurtar (ou eliminar) o gap! Acho que há uma manipulação deste discurso, para legitimar a presença de algumas em lugares de topo! Por isso discuto e sou contra a forma como é defendida a questão de quotas nas listas!
EM
Edson,
A ordem da variáveis que vinha no press release parece-me casual.
Acho que se as mulheres militantes dos partidos forem competentes e ambiciosas, elas mesmas rejeitarão qualquer tipo de imposição de quotas. Mas quem promove essa imposição, de certeza, sabe como funcionam as estruturas partidárias. Não acha?
Thats the point Amilcar. Eu costumo dizer que quem é capaz não precisa desta acçao afirmativa pela quota…principalmente na politica. A questão não está só no funcionamento das estruturas, mas também das relações pessoais e das redes de relaçoes que sao criadas!
É por isso que, sem a promoção dos associativismos juvenil e estudantil e sem o engajamentos das Jotas nesse processo, essa medida de nada servirá.