Amílcar Tavares

A desigualdade entre homens e mulheres, versão 2009

by Amílcar Tavares on 29/10/2009

Business woman at Asakusa Kannon Temple

Os países nórdicos continuam a ter a menor taxa de desigualdade entre homens e mulheres, diz o Global Gender Gap Index 2009, índice compilado pelo World Economic Forum e publicado ontem. O caso cabo-verdiano, porém, não foi objecto de estudo.

O relatório mede a participação de homens e mulheres na sociedade de acordo com quatro critérios básicos: diferenças salariais e participação no mercado de trabalho, acesso à educação e nível de formação educacional, acesso à saúde e queda de índices de mortalidade, e por fim, participação política e posição em cargos de poder político.

A África do Sul e o Lesoto deram grandes passos em termos de redução das disparidades de género, passando a estar entre o top 10, sexto e décimo lugares, respectivamente. O acesso das mulheres a cargos parlamentares e ministeriais no novo governo também contribuiu para reduzir as diferenças de género na África do Sul.

O relatório mostra que uma participação igualitária das mulheres em relação aos homens em todos os aspectos da vida é essencial para criar uma economia competitiva e próspera.

Créditos da foto: Neil-Parker. Usada sob licença Creative Commons 3.0.

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{ 4 comments… read them below or add one }

1 Edson 30/10/2009 at 12:24

Amilcar,
como podes ver, a participação politica e em cargos dirigentes, aparece como dos ultimos critérios. Em Cabo Verde invertemos os critérios, como forma de uma "maior representatividade" (assim dizem os discursos) e na verdade o que se vê é uma ausência de posicionamentos políticos em relação à VBG, assedio sexual, e outras medidas que visem encurtar (ou eliminar) o gap! Acho que há uma manipulação deste discurso, para legitimar a presença de algumas em lugares de topo! Por isso discuto e sou contra a forma como é defendida a questão de quotas nas listas!
EM

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2 AmilcarTavares 30/10/2009 at 14:39

Edson,

A ordem da variáveis que vinha no press release parece-me casual.

Acho que se as mulheres militantes dos partidos forem competentes e ambiciosas, elas mesmas rejeitarão qualquer tipo de imposição de quotas. Mas quem promove essa imposição, de certeza, sabe como funcionam as estruturas partidárias. Não acha?

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3 Edson 30/10/2009 at 17:12

Thats the point Amilcar. Eu costumo dizer que quem é capaz não precisa desta acçao afirmativa pela quota…principalmente na politica. A questão não está só no funcionamento das estruturas, mas também das relações pessoais e das redes de relaçoes que sao criadas!

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4 Amílcar Tavares 30/10/2009 at 17:25

É por isso que, sem a promoção dos associativismos juvenil e estudantil e sem o engajamentos das Jotas nesse processo, essa medida de nada servirá.

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