Nunca foi impresso um jornal em Cabo Verde com fins meramente jornalísticos e de fornecer informações à sociedade civil. Os óbvios conflitos de interesses estão à vista de todos, pois é sabido que os veículos de comunicação social ou são estatais, ou são financiados por membros da elite política e empresarial.
Naturalmente, os cidadãos são politicamente mais ignorante e apáticos num ambiente de maior controle governamental sobre os media. Entretanto, quando a defesa dos interesses não coincide com a interesse geral, o papel da comunicação social tem tanto de miserável como de desgraçado.
É sobre esse terreno pantanoso que o Índice Mundial da Liberdade de Imprensa despromove a comunicação social cabo-verdiana, pois sempre que o Palácio de Governo aperta as partes baixas de um repórter por causa de uma notícia embaraçante, a presidente da Câmara de São Vicente exige câmaras e microfones numa inauguração ou aquele jornal, movido a combustível partidário, publica uma “notícia”, perde-se uns pontos no Índice.
E quando assim é, aquela imprensa livre, que é uma péssima notícia para a corrupção e demais vícios, fica mais longe da efectivação.
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EXCELENTE ! Gostei imenso deste post