No meio de um estudo da consultora Centre for Asia Pacific Aviation, onde se analisa o desenvolvimento da aviação “baixo custo” em Portugal aparece isto:
One interesting development is that Ryanair is known to have sounded out the potential for operating from Porto to Cape Verde, the West African island nation that was a Portuguese dependency until the mid-1970s and which has become very popular with European tourists during the last five years.
Update: Segundo o CAPA, a Ryanair está a estudar o lançamento de uma nova ligação entre o Porto e Cabo Verde. “A Ryanair está a analisar uma operação entre o Porto e Cabo Verde [...] Ao fazê-lo irá quebrar o domínio da TAP nas rotas para as ex-colónias, a maioria das quais operada em monopólio – ou duopólio com a companhia estatal do país”, lê-se no trabalho sobre o mercado.
Recorde-se que no próximo dia 3, o aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, é marcado oficialmente como base aérea da Ryanair e a companhia conta transportar 1,8 milhões de pessoas de e para o Porto.
Será que o terrível duopólio TACV-TAP está prestes a chegar ao fim? Oxalá que sim!
Créditos da foto: Aitor Escauriaza. Usada sob licença Creative Commons 3.0.
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Com excepção dos funcionários e respectivos familiares dos TACV , a Nação cabo-verdiana quer que se institucionalize o low cost na ligação Cabo Verde/Portugal. Na verdade, tais funcionários vêem nos TACV um meio de viajarem de borla para os países onde opera a citada Compaínha.
Tudo que gira à volta dos TACV é surreal, a começar pelo excedente de funcionários que a empresa tem e que ultrapassa todos os padrões internacionais!
Vendo a liberalização do espaço aéreo de Cabo verde para as companhias low cost como emigrante, posso dizer que irá facilitar muito as viagens para os que trabalham e não conseguem pagar os balúrdios exigidos pela TAP e pelos TACV. Mas analisando como uma profissional do turismo, posso dizer que é a maior burrice que o governo de Cabo Verde pode fazer, pois apenas está a massificar cada vez mais o turismo e atraindo turistas que com certeza não vão para Cabo Verde gastar um escudo que seja…Poderia unir-se o útil ao agravel, adoptando a política que França adoptou com as suas ex-colónias, permetindo os naturais destes países viagerem nos voos da air France com bilhetes que rondam os 400 / 500 Euros!!!
A opção francesa é óptima. Senão, vejamos. Um agregado familiar cabo-verdiano, em 2006, era constituído, em média, por 4,9 membros e supondo que na diáspora o panorama seja, mais coisa, menos coisa, semelhante, o preço de 5 bilhetes de ida e volta Lisboa – Praia fica nos €4597.35 (preço de hoje dado pelo site da TAP). Julgo ser incomportável para uma imensa maioria de famílias.
Olá Amílcar!
Estou a rezar para que isto aconteça e finalmente os Caboverdeanos podem "thinkin bout better days!". Cabo Verde pode ganhar muito, resta saber se não vai acontecer o mesmo jogos que aconteceu com a TAG.
À primeira vista parece ser a solução para todos os nossos problemas, mas seria apenas o início deles…em termos práticos seria engraçado durantes os primeiros anos enquanto estivessemos a pagar 300EUR por um bilhete de ida e volta (como acontece já com a Tuy para Frankfurt e Munich/Sal e Boavista), mas voando de Lisboa para Cabo Verde duvido muito seriamente que esta TACV ja debilitada tivesse condições de continuar a 'voar'!Nem tentem fazer contas ao peso de uma falência como estas nos bolsos do estado (q é como quem diz nos bolsos dos contribuintes)…até o dia em que a Ryanair decidisse que já não era rentável manter a linha e passasse a apostar noutros destinos…A ver vamos!!!
Levantas uma boa questão e é por isso que deve ser uma opção muito bem pensada mas infelizmente não é o caso, pois os TACV têm sido, nas últimas duas décadas, uma arma de arremesso político enquanto a empresa se deteoriza.
Atenção, não que eu concorde com esta monopolização (dividida por 2) da rota CVPT mas a solução passará por outras vias, conforme dito aqui pela Nelida, há sempre a possibilidade de se criar tarifas especiais (as chamadas 'tarifas de residente' por exemplo)…Quanto à questão dos frees dos TACV há bastante coisa a dizer…talvez seja 1 tema interessante para 1 novo tema de conversa aqui no teu blog apenas acerca disso, q achas Amilcar? Acho q o tema merece!!
Não estou muito por dentro do assunto, por isso, espero que apareça alguém que conheça bem a questão para nos fazer uma breve exposição. Mas vou tentar lançar esse debate.
Não concordo com a Dra Nélida. Todo o turista que cá vem gasta sempre. Pode não ir dormir no Hotel Trópico ou Praia Mar, mas vai a uma residencial modesta mas digna, vai comer nos pewquenos restaurantes, vai utilizar HIACES, enfim gasta sempre. Milhares de turistas pobres darâo tarbalho a milhares de cabo-verdianos. O low cost vai ser uma realidade, para a alegria de humildes emigrantes que trabalham duramente na Europa!
Manuel, consigo perceber os seus argumentos e os da Nélida também. Mas há muitos aspectos nocivos no turismo de massas e, convenhamos, os perigos do turismo sem planeamento já foram descurados na altura em que o turismo ainda era incipiente.
Em minha opinião, o turismo nosso ainda é gerido por amadores e, obviamente, não estão preparados para lidar com isso.
Vejamos o caso da Air Luxor! Sou um bocado céptico nesta questão… Por um lado a Nélida tem razão (no que diz respeito aos tipos de Turismo a desenvolver), por outro, creio que (mesmo que seja por um tempo) a nossa diáspora ficaria benefiada e por arrastamento toda a nossa dinâmina interna.
Sobre isto, a ver vamos!
Quanto ao Senhor Manuel Ramos, nem todo o turista que cá vem gasta. Vivo na Boavista e ando de olho! É verdade… infelizmente é verdade… acredito que os há que cá vêm e não gastam um tostão!
Abrx
Esse é o exemplo claro de um planeamento irresponsável e amador.
Os turistas que cá vêm e não gastam um tostão são aqueles que estão no regime "all inclusive".
Havendo companhias low cost a operar em Cabo Verde, as pequenas residenciais, os pequenos restaurantes, os transportes colectivos de passageiros irão ter ocupação, dinamizando a economia nacional e contribuem para a inclusão social.
A questão pertinente , não tem a haver com low cost, mas sim com um fair cost. Se fizermos uma media de horas de voo, por exemplo de Portugal para Cabo Verde, que em princípio são 3H e 30mnts, constataremos que o preço exigido é manifestamente exagerado tendo em conta o tempo de voo necessário.
Esta situação só é uma realidade por causa do monópolio, ou melhor, da posição dominante que tanto a TACV como a TAP exerce no sector de trasnportes aereos em Cabo Verde. Concordo que a existencia do Ryan Air possa trazer uma maior concorrência entre as companhias aereas, e com isso beneficiar todo o sector turistico em Cabo Verde, mas, no entanto, não creio que a solução passa por aì, pois acredito que o que se está a verificar é uma injustiça por parte da TACV com os seus próprios clientes. Como disse antes, o problema não é de concorrência mais sim de injustiça no preço dos bilhetes. O que se tem que debater é sobre a injustiça dos preços estabelecidos e não sobre se deveriamos ou não ter outra companhia aerea a operar em Cabo Verde. Será que estamos a pagar o preço justo?
KCM
Caro Keita,
Acho que o que estamos a pagar é pela incúria e inépcia de sucessivos executivos governamentais, e respectivas oposições, que não tiveram cojones para despedir mais de meia TACV e implementar uma política racional de gestão de recursos humanos. Tudo o resto vem por acréscimo.
Cumprimentos.
Pois Amilcar, acho que aquilo que referes tem a ver com o poder sem responsabilidade, o que leva a uma desordem dentro do sector, pois quem tem poderes de decisões e não tem resonsabilidade para as tomar, acaba por hipotecar o futuro da empresa.
cumprimentos
Caro Tavares,
Já pensaste que mexer na TACV pode custar muitos votos a qualquer partido do arco do Poder?
Aguardaremos a coragem política para as reformas no Sector.
Abraço
acho bastante pertinente o lançamento deste tema, pois ano após ano temos assistido ao escalar do preço das viagens europa-cabo verde.valores astronómicos quando comparados com outros para destinos mais longinquos.a situação da TACV é culpa dos sucessivos exacutivos nacionais que não têm a coragem suficiente para ter uma política séria e viável para o compainha aérea de todos nós. a situação da TACV é calamitosa e não concordo que temos que suportar os prejuízos de ano para ano. Tudo o que o executivo gasta na TACV é verba que podia ser usada de forma mais eficiente em qualquer outro sector.
A TACV tem sido um sorvedor de financiamento, entra e sai uma nova gestão e a situação não melhora.até quando aceitaremos o actual estado das coisas??os caboverdianos sempre querem voltar ao seu país e acredito que a TACV poderia competir de igual para igual com as companhias low-cost se houvesse um rumo e objectivos bem delineados.Sempre que o executivo socorre a empresa é ao nosso bolso que vai buscar o dinheiro e nós não pedimos responsabilidade a ninguem.
se fosse qualquer outra empresa já teria sido encerrada ou alvo de grande reforma para que possa ser um projecto tanto dinamizador como competitivo na nossa economia.
Encontrei o Blog absolutamente por acaso, mas não posso deixar de comentar. A questão está a ser mal colocada, em meu entender. Cabo verde é neste momento um destino fechado. Os operadores Turisticos controlam em absoluto a acesso ao pais, tornando inviaveis umas ferias fora do regime " pacote turistico".
Tal politica seria boa para o vosso pais se Cabo verde fosse um destino de qualidade, e escolhido por tal. No entanto, cabo Verde é um destino barato, e escolhido pelo preço.
Daqui resultam duas conclusões….por um lado o turista que escolhe Cabo verde tem um orçamento limitado, por outro o preço dos voos ( mais caros do que o pacote voo mais alojamento) impedem a competitividade de uma serie de nichos de mercado com condições impares no pais.
Lembro-me da pesca desportiva, dos desportos de vento, das actividades sub-aquaticas. Em todas estas actividades, não surgem apostas de excelencia precisamente porque o potencial turistico esta limitado a partida pela falta de competitividade do preço viagem. Restam os operadores, a falta de qualidade da oferta e o monopolio em termos de definição de custo.
Cabo verde e sobretudo os caboverdianos so podem ganhar na liberalização do espaço aéreo.
Obrigado pela atenção dispensada ao debate. Surgiram questões bastante enriquecedoras sobre o assunto do post e gostei da sua contribuição ao alertar para um ponto também importante: a diferenciação na oferta.
O problema e que somos um povo de memoria curta. Quem nao se lembra do alarido que foi quando foram despedidos noventa funcionarios da TACV? Sera que se lembram do que os jornais publicaram? TACV so esta neste estado pelas sucessivas
administracoes incompetentes que por la tem passado, e esta administracao se calhar e uma das piores,(Deus nos acuda).quanto ao problemas dos funcionarios nao pagarem as passagens, e uma falsa questao. Vejamos:
1. Ela e uma imposicao da IATA
2. Mesmo que a TACV nao pratique estas medidas os funcionarios podiam viajar a custo reduzido em outras companhias.
O problema e o modo como muitos funcionarios sem escrupulos usam essa facilidade para outros fins.Quem trabalha nao tem tempo de viajar 6, 7 vezes por ano.
Meu caro,
Percebo, mas acho que o pessoal refere-se ao uso e abuso dado às regalias. Sobre esse assunto não me alongo porque não estou por dentro. Somente procuro percebê-lo.
Um abração!
Olá, volto a intrometer-me na discussão apenas para um pequeno ajuste à tua intervenção Cabidela…a questão dos funcionários não é uma falsa questão!! AO primeiro ponto que apresentas é verídico: Qualquer companhia oferece lugares gratuitos nos aviões aos seus colaboradores (e em algumas companhias estas até são mais extensíveis – para pais e irmãos por exemplo – do que na TACV) mas o cerne da questão está no facto de esses lugares apenas poderem ser utilizados em situações em que a companhia não os tenha conseguido vender…na TACV consegue-se que frees viajem quando aqueles que efectivamente pagaram o bilhete são obrigados a viajar no voo seguinte horas depois por 'motivos técnicos'…__Quanto ao 2º ponto não é exactamente verdade pois depende dos acordos existentes entre a TACV e a segunda companhia (neste caso apenas com a TAP)..Em suma, o problema não está apenas nos funcionários mas principalmente nos administradores que permitem tais situações… mas confesso que já nem me quero alongar nesta questão porque tenho a certeza que o Amílcar ainda nos vai dedicar um 'exclusivo' para debatermos aqui LOLOLOL Abraços