O ponderado presidente da Costa Rica, Oscar Arias, serve de mediador num processo complicado. A táctica chavista a que Manuel Zelaya quis deitar a mão para se manter no poder encontrou forte oposição jurídica e correu mal. Mas em vez do autor do delito estar preso a aguardar julgamento, assiste-se a um braço-de-ferro interminável.
Certamente, sujeitar-se aos limites que a própria Constituição impõe é de difícil percepção quando as pessoas são mal-intencionadas. Daí, torna-se forte a tentação de mudar a lei.
Naturalmente, a obstinação do hondurenho e do presidente Mamadou Tandja no Niger só demonstra o total desconhecimento da mais básica noção de servidor público.
Porém, a diferença entre as duas regiões do globo onde este sequestro do poder está acontecendo reside nas instituições. Se na pan-africana o demente líbio Muammar Kadafi é pouco observador das instituições, na América Latina o bom senso tem imperado.
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Sócio,
esta tua análise passou completamente ao lado do problema.Isso porque não foste imparcial na tua posição,tomaste a posição de um dos lados do problema.É um erro dizer que o presidente deposto deveria estar preso porque ele não cometeu qualquer crime..veja essa análise que o Edson Medina fez sobre essa problemática (http://impresondigital.blogspot.com/2009/07/crise... minimo,mais neutro e,por isso mesmo,mais acertada.A não ser,claro,que a tua intenção foi apenas deixar a tua opinião pessoal enquanto um "ser político" e não fazer uma análise neutra da situação…neste caso,peço desculpas por essa minha reacção.
Abraço
Não estejas tão certo disso, caro Edy.
Sugiro-te a leitura deste artigo do jornal brasileiro "O Estado de S.Paulo" sobre a a origem da crise política em Honduras e este artigo da Mary Anastasia O'Grady no The Wall Street Journal sobre porque as Honduras mandaram Zelaya para fora.
São tremendamente esclarecedores.
Amilcar,
qual foi o delito do Zelaya?
Parece-me que,por enquanto,quem cometeu um crime foram os militares que deram um golpe de estado e extraditaram um presidente que,para todos os efeitos,foi democraticamente eleito…
Então, o procurador-geral hondurenho não o acusou de violar deliberadamente a lei hondurenha, levando o Supremo Tribunal a ordenar a sua detenção, em Tegucigalpa, a 28 de junho?
Os militares, infelizmente, tinham os seus próprios planos…