A escolha da vestimenta que cada um faz é uma escolha completamente individual, residindo neste ponto a fraqueza da posição de Nicolas Sarkozy quando diz que a burqa “não é um símbolo religioso e sim um símbolo da submissão da mulher”.
Se por um lado, o presidente francês aparenta pegar mal na questão, por outro, os muçulmanos que acusam Nicolas Sarkozy de islamofobia não contribuem para um debate construtivo, pois não se trata disso. Não está escrita no Corão nenhuma frase sobre essa obrigatoriedade.
Obviamente, é extremamente improvável que uma muçulmana opte pela burqa por mera opção individual e ao defender uma comissão parlamentar para estudar a proibição do uso da burqa em locais públicos, Nicolas Sarkozy arrisca-se a alcançar, no imediato, a condenação das mulheres muçulmanas à reclusão.
Apesar deste indesejável desfecho, no centro desta questão está uma prática que durante séculos transformou mulheres em objectos e assim permanece. Naturalmente, Nicolas Sarkozy quer mostrar que no país da “Liberté, Égalité, Fraternité” não há lugar para práticas deste calibre.
Gostou deste post? Também vai gostar destes:
- Press the 8: Nicolas Sarkozy (França) Contra a pobreza, pressione os 8. Obrige os líderes...
- A primeira vez de Barack Obama da ONU Enquanto no exterior da sede da ONU pessoas gritavam...
- Liberte o Jacques Cousteau que há em si O novo Google Earth 5.0 está disponível gratuitamente desde de...
- Acontece: Tarrafal – um Campo em Morte Lenta Estreia hoje às 21h30 o documentário “Tarrafal – Um Campo...


















