O Supremo Tribunal Federal brasileiro revogou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista e o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Andrade, diz que em alguns casos, os novos jornalistas sequer possuem formação escolar, e Andrade tem bons argumentos contra a resolução:
São milhares de profissionais, sem formação técnica adequada, a coletar informações e a transmiti-las ao público, expondo e vulnerando a cidadania.
No entanto, em Cabo Verde são jornalistas encartados que estão vulnerando a cidadania e a qualidade da nossa democracia. Basta ler os panfletos disfarçados de jornais que se imprime no país.
Enquanto na sociedade cabo-verdiana não surge o fenómeno do jornalismo do cidadão que inaugura a comunicação “de muitos para muitos” em vez da “de um para muitos”, exige-se neutralidade valorativa — separar o que é informação de opinião — ao quarto poder. Sobretudo, nos próximos meses que se advinharão agitados com o próximo ciclo eleitoral que se avizinha.
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