Um inédito estudo brasileiro ”deu para o torto”. O retrato da Escola do país mostra que o preconceito está bem presente entre estudantes, pais, professores, directores e funcionários das escolas brasileiras:
A principal conclusão foi de que 99,3% dos entrevistados têm algum tipo de preconceito e que mais de 80% gostariam de manter algum nível de distanciamento social de portadores de necessidades especiais, homossexuais, pobres e negros. Do total, 96,5% têm preconceito em relação a pessoas com deficiência e 94,2% na questão racial.
Via VEJA
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{ 9 comments }
Infelizmente, Amilcar, assim é o mundo! Nem era necessário este estudo pois já sabemos como o ser humano é preconceituoso. Talvez porque o nosso lado mau tem muito peso e não estejamos dispostos a lutar contra essa força…
Belíssima esta vista sobre a baía e o Farol na cidade da Praia!
Pois, a burrice, de facto, não tem cura.
Caro Amílcar, desculpe intrometer, mas os números desta pesquisa contrariam qualquer lógica. Costumo dizer que antes havia maior dificuldade para se publicar alguma coisa, daí que se tinha melhor critério. Hoje, com a facilidade da tecnologia, publica-se de tudo, com prejuízo do bom critério. O mesmo se dá com pesquisas e estudos. Tem de tudo pra todos os gostos. E também pra atender certos interesses ideológicos ou políticos. Já havia lido sobre essa "pesquisa" aqui no Brasil. Ela foi feita sob encomenda dos que defendem adoção de políticas de cotas raciais. Foi somando tudo e só faltou perguntar se as pessoas topam conviver com homicidas, latrocidas e pedófilos pra atingir 100% de preconceito. O mundo não é assim, Tina, mas estão quase conseguindo fazer você acreditar que assim seja.
Aqui no Brasil tenho alguns conhecidos que são adeptos de teorias que costumo apelidar de black-nazismo, de tão radicais na defesa do apartheid racial. Eles defendem que seja paga a quantia de R$ 150 mil para cada afrodescendente como reparação pela escravidão sofrida pelos antepassados. Dia desses, numa rodada de cerveja gelada, discutimos o assunto. Perguntei a eles quem deveria arcar com a despesa. O Tesouro Nacional, responderam. Argui que não era justo com os descendentes de italianos, alemães, espanhóis e japoneses que migraram pra cá depois do fim da escravidão. Avançando, propus que fossemos buscar a reparação em quem lucrou com o negócio (escravidão). Falei, vamos atrás dos portugueses, afinal eles comercializavam os negros escravos. Continua…
Sobre esse assunto, leia este post publicado há dias.
Políticas que melhorem a qualidade de vida de todos, funcionam muito melhor. Pragmatismo sobretudo.
A pesquisa tem a chancela do Ministério da Educação. Se você me diz que não tem credibilidade nenhuma, é óbvio que prefiro acreditar neles, pois a luta ideológica brasileira não me diz muito, não me aquece nem me arrefece.
Mas você deve ter a consciência de que não consegue desmentir factos por demais evidentes. Por isso eu pergunto-lhe: na sua percepção, qual é o real valor desse número?
Caro Amílcar, desculpe intrometer, mas os números desta pesquisa contrariam qualquer lógica. Costumo dizer que antes havia maior dificuldade para se publicar alguma coisa, daí que se tinha melhor critério. Hoje, com a facilidade da tecnologia, publica-se de tudo, com prejuízo do bom critério. O mesmo se dá com pesquisas e estudos. Tem de tudo pra todos os gostos. E também pra atender certos interesses ideológicos ou políticos. Já havia lido sobre essa "pesquisa" aqui no Brasil. Ela foi feita sob encomenda dos que defendem adoção de políticas de cotas raciais. Foi somando tudo e só faltou perguntar se as pessoas topam conviver com homicidas, latrocidas e pedófilos pra atingir 100% de preconceito. O mundo não é assim, Tina, mas estão quase conseguindo fazer você acreditar que assim seja.
Aí alguém disse que os portugueses ganhavam um delta apenas, pois compravam na África e revendiam no Brasil a mão de obra. Sob olhar duro dos black-nazistas, chegamos à conclusão que os responsáveis pela escravidão de ex-homens livres eram os então chefes das tribos rivais. Pronto, estava montada a equação. Parcela da conta seria paga pelos descendentes de brancos quatrocentões no Brasil, parcela pelos portugueses, mas a maior parcela (pois foi o maior lucro) seria debitada da conta dos descendentes dos chefes das tribos rivais da África. Aí veio a pergunta: os descendentes de negros feito escravos no Brasil vivem hoje em condições melhores, iguais ou piores que os descendentes das tribos rivais vitoriosas à época e que ficaram na África. Gostaria da sua ajuda pra responder a questão que ficou em aberto até o chopp da semana que vem. Lembre-se que a maioria dos afrodescendentes do Brasil é originária de Angola, Congo e Moçambique. Um abraço.Enter text right here!
Caro Bob,
Um estudo da AGENDE – Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento diz que dentre os pobres do Brasil, 61% são negros e estes enquanto indigentes alcançam a extraordinária taxa de participação de 71%.
Sabe onde você perde a razão e paga o choppe? O PNUD diz que essa percentagem, nos países que você falou, no Congo é de 54,1%, Angola 54,3% e Moçambique 74,7%. Cabo Verde tem 20,6%.
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