As relações entre Portugal e as antigas colónias sempre foram tremidas e assim são porque estão baseadas em complexos pós-coloniais que só agora começam a ser encarados.
Começam agora a ser arrumados para um canto, quando Portugal vive uma interminável e profunda crise e a solução resolve-se mais facilmente com a exportação de bens e serviços para combater o crescimento da dívida externa e do emprego.
O fluxo de licenciados portugueses e a recente visita de José Eduardo dos Santos mostra que o interesse luso em Angola e Moçambique é bem real. Assim como o interesse de Angola na banca portuguesa.
A comunidade angolana em Portugal queixa-se do acesso aos cuidados médicos, da dificuldade em conseguir emprego e da marginalização social quando o propósito é a procura de habitação.
Fazer bons negócios em Angola não é tão fácil como se pensa e o facto de falarem português não dá nenhuma vantagem, pois há muitos tubarões ocidentais no terreno que também sabem muito do assunto.
Quando os portugueses ultrapassarem os tais complexos e começarem a tratar os emigrantes angolanos com respeito, Portugal deverá algum tratamento diferenciado que o possa dar alguma vantagem competitiva.
Reciprocidade, pura e simples.
Créditos da foto: Karlplatz
Gostou deste post? Também vai gostar destes:
- Há um método que está ajudando Cabo Verde a subir na vida A Zona Franca de Cabo Verde não passa de um...
- Angola independente faz 34 anos O estado fracassado governado pela autocracia de José Eduardo...
- Angola: Carta aberta à Senhora Hillary Clinton Excelência, Senhora Secretária de Estado, O nome de Angola tem-se...
- Desacordo ortográfico Enquanto o Museu da Língua Portuguesa é o mais visitado...
- José Eduardo dos Santos, Imperador A nova Constituição gizada pelo actual presidente angolana é...



















