Amílcar Tavares

200 anos de Charles Darwin

by Amílcar Tavares on 16/02/2009

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Agradeço a Deus, eu nunca mais visitar um país escravo. Até hoje, se eu ouço um grito distante, ela recordará com nitidez os meus sentimentos dolorosos, ao passar por uma casa perto de Pernambuco, Brasil, ouvi os gritos mais miseráveis, e não pude suspeitar que algum pobre escravo estava sendo torturado… Perto do Rio de Janeiro, vivi do lado oposto a uma velha dama, que tinha parafusos para esmagar os dedos das suas escravas do sexo feminino. Fiquei numa casa onde um jovem mulato doméstico era, diariamente e de hora em hora, era repreendido, agredido e perseguido o suficiente para quebrar o espírito do animal mais baixo… Vi um menino, de seis ou sete anos, atingido com um chicote para cavalos (antes que eu pudesse interferir) na sua cabeça nua, por me ter entregado um copo de água não muito limpa. Faz o sangue ferver, ainda treme coração, de pensar que nós ingleses e os nossos descendentes americanos, com o seu grito de liberdade fanfarrão, foram e são tão culpados. – Charles Darwin, 12 de fevereiro de 1809 a 19 de abril de 1882

O primeiro local em que o HMS Beagle atracou foi Cabo Verde a 16 de Janeiro. Atracou no Porto da Praia, que Darwin descreveu como um lugar desolador.

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