A Zona Franca de Cabo Verde não passa de um paraíso fiscal usado para a exportação dos lucros da banca portuguesa que assim acaba por não pagar impostos nem em Cabo Verde, nem em Portugal.
Estamos a acompanhar uma novela portuguesa com algumas cenas passadas na capital crioula porque o Estado português nacionalizou o desgraçado BPN e descobriu-se que o balcão virtual do até então desconhecido Banco Insular em Cabo Verde lavou centenas de milhões de euros.
O Banco de Cabo Verde sabia de tudo e não agiu em conformidade. Quando assim é, o rótulo de off-shore tão cedo não se descolará da reputação do arquipélago.
Este expediente é mafioso e cai mal.
Toda esta embrulhada está a ser investigada em Portugal, embora com uma pitada de aproveitamento político, enquanto que em Cabo Verde sacode-se a água do capote e ninguém esclarece o porquê do laxismo.
E há mais.
Nos últimos anos têm entrado nas ilhas, sob a capa de investimento angolano, milhões de kwanzas e é público que a Angola é governada por uma família que se apegou ao poder e usa a brutalidade para se perpetuar. Esses “investimentos” tão cedo não serão discutido pelos angolanos, pois a transparência não é o forte de Eduardo dos Santos, grande amigo de Cabo Verde.
A minha dúvida é: Devemos fechar o olho e aceitar o dinheiro, mesmo sabendo que estamos num fosso?
Outra: Cabo Verde se transformou numa lavandaria?
Créditos da foto: Image Zen
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Amilcar, CV à muito que tem servido de lavandaria. Inicialmente era do dinheiro da droga (e ainda é) e agora o que acabas descrever.
Um abraço